SEGURANÇA NO TRÁFEGO AÉREO
 
A Segurança é a primeira preocupação de um prestador de serviços de tráfego aéreo. 

O EUROCONTROL iniciou em 1995 a Gestão da Segurança nos Serviços de Tráfego Aéreo que obriga os Estados a implementarem um “Safety Management System” (SMS) - sistema explícito e sistematizado da Gestão da Segurança, ao nível dos Prestadores de Serviços de Tráfego Aéreo. 


A segurança do seu voo passa por nós:

1. A segurança de tráfego aéreo


A Segurança é um motivo de orgulho para a NAV Portugal. Queremos ir cada vez mais longe e mais conscientes de que prestamos um serviço de tráfego aéreo eficiente, moderno e económico. Nesse sentido, desenhamos sistemas e programas com a finalidade de alcançar boas práticas no desempenho operacional.

A segurança é também o mais importante pilar da navegação aérea, razão pela qual são efetuados investimentos continuados - acompanhando o desenvolvimento tecnológico, - sempre na ótica de liderar a inovação e eficiência, procurando servir os nossos clientes – as companhias de aviação.

2. Sistemas de Gestão de Segurança

O Sistema de Gestão de Segurança da NAV Portugal aborda sistematicamente as atividades que levam à gestão de segurança, de modo a atingir um nível de excelência.

No sector da Navegação Aérea, o SMS - Safety Management System abrange o conjunto dos serviços, pessoas, infraestruturas, equipamentos, procedimentos, regras e informações fornecidas aos utilizadores do espaço aéreo, de forma a garantir a Segurança, regularidade e eficiência da navegação aérea internacional. 


Desta forma o Sistema de Gestão da Segurança Operacional, aplicado nos Serviços de Tráfego Aéreo, é responsável por: 

-Identificação, análise e mitigação dos riscos possíveis;

-Relato de todas as ocorrências, de modo a poderem ser investigadas e corrigidas.

As áreas específicas da Direção de Segurança e Desempenho Operacional foram criadas precisamente para detetar anomalias no desempenho elaborado pelos órgãos operacionais. Falamos da Segurança responsável pela gestão dos sistemas de segurança.

Todos os dias, milhares de voos com carga e passageiros cruzam o espaço aéreo Português. É imprescindível assegurar a tranquilidade de cada um desses voos, pelo que a NAV Portugal aposta num sistema de formação profissional, dotado de meios próprios, capaz de garantir a excelência em cada um dos seus profissionais.

Instrumentos como: simuladores de controlo de aeródromo, simuladores de radar, simuladores de comunicações e de radiotelefone são aquisições que a NAV Portugal não dispensa, tanto na formação inicial como no treino, em situações de emergência simulada. Só deste modo se consegue garantir aquilo que existe de mais importante para cada uma das aeronaves que cruza os céus: Segurança e Economia dos Voos. 


3. A História da Segurança

A história da aviação em terra, dos sistemas de controlo, e no ar, com o progresso das aeronaves, evolui a par com a história da própria Segurança.

As necessidades surgiam da engenharia inventiva que procurava soluções no sentido de tornar mais fácil e segura a utilização das aeronaves. No início, a orientação do voo era feita por referências visuais, que limitava o voo às horas de dia.

A adaptação do Sextante à aviação, seguindo os mesmos princípios de orientação da navegação marítima, iniciou uma revolução nas potencialidades da aviação, permitindo que em 1922 se concretizasse a primeira travessia do Atlântico. No entanto, a aviação moderna só se desenvolveu em pleno quando se conseguiu determinar a posição dos aviões a partir do solo. Foi desta necessidade que surgiu a invenção do radar.

Hoje em dia, o sistema mais eficaz e responsável por gerir informação relacionada com localização de objetos é a navegação por satélite. Em aviação, este sistema de auto localização de alta precisão é conhecido por ADS – “Automatic Dependent Surveillance”. Na verdade, é muito mais que um sistema de orientação. A tecnologia satélite é responsável por grande parte da segurança de um voo, das localizações, das comunicações e até de melhoria do controlo do voo. 


4. Métodos e Sistemas de Segurança Inteligentes

Durante o voo as aeronaves são detetadas e interpretadas no monitor do Controlador de Tráfego Aéreo sob a forma de pontos luminosos. Associados a cada ponto, há um conjunto de referências específicas e de variáveis que permitem manter uma permanente visualização e compreensão da evolução da totalidade dos voos. Os sistemas de radar são desenvolvidos de forma a detetar alvos falsos e a verificar “gaps” de informação na rota de um mesmo voo.

Hoje em dia, com a ajuda de sistemas inteligentes desenvolvidos especificamente para a segurança aérea, as hipóteses de falha são quase nulas. Se durante um voo for reportada uma falha de informação no radar – ou perda do alvo, ou multiplicação de alvos espelho – é possível solicitar ajuda a outros operadores e outros instrumentos, transferindo no momento toda a informação até que o radar reponha os seus valores. Há que saber, no entanto, lidar com correções e atualizações de sistemas, recorrendo muitas vezes à redundância de equipamentos que permitem a transição de instrumentos de vigilância sem colocar em risco o controlo do tráfego aéreo. 


5. Princípios do Sistema de Gestão da Segurança

O Sistema de Gestão da Segurança Operacional baseia-se em princípios de ordem ética e deontológica de forma a garantir o seu sucesso. Foram então delineados três aspetos que definem bem a natureza desses princípios:

a) A Segurança tem a mais alta prioridade dentro da Empresa, suportada por uma política de Segurança efetiva e bem delineada;

b) O principal objetivo da Segurança é minimizar a contribuição dos Serviços de Tráfego Aéreo (Air Traffic Management - ATM) para o risco de acidente com aeronaves;

c) A responsabilidade pela Segurança é assumida por todos os colaboradores.

Esta é a base de atuação de um Sistema de Gestão da Segurança Operacional, que a NAV Portugal tem em desenvolvimento desde a sua fundação. 


6. Programa de Gestão da Segurança Operacional

ESTRUTURA DO PROGRAMA DE SEGURANÇA

O Programa de Segurança Operacional da NAV Portugal encontra-se estruturado para:

• Garantir a Segurança

• Manter a Segurança

• Promover a Segurança – iniciativas

• Gerir a Segurança – estabelecer as condições para que o Programa seja executado. 

a) Garantir a Segurança

Aos trabalhadores da NAV Portugal é dado treino, no âmbito da sua atividade, para garantir uma Cultura de Segurança constante. É objetivo primordial da NAV Portugal estabelecer uma consciencialização dos seus trabalhadores e colaboradores relativamente às consequências dos seus hipotéticos erros. Posteriormente, a definição rigorosa de tarefas de forma a evitar sobreposição de funções, é também de extrema importância. Assim se poderá garantir um desempenho seguro de funções.

A Análise e Investigação de ocorrências serve, entre outros fins, para que, no futuro, se antecipem ações e se evitem erros. A realização Regular de Estudos de Segurança assegura o bom funcionamento dos equipamentos e pessoas envolvidas, avaliando no momento as necessidades corretivas necessárias.

É seguindo esta política de “Safety is everybody`s business” que a NAV Portugal tem construído o sucesso que hoje a representa. 

b) Manter a Segurança

A Navegação Aérea em Portugal aplica práticas, rotinas, procedimentos, equipamentos e ações de formação, onde são analisados ao detalhe e constantemente atualizados os requisitos de segurança, de maneira a garantir uma alta performance. 

c) Promover a Segurança

A promoção da Segurança, para a NAV Portugal, comporta-se como uma redundância positiva. Tal facto é sustentado pela existência atualizada de um Manual de Segurança.

Construímos diariamente uma Cultura de Segurança por oposição a uma Cultura de Culpa.

Sempre que exista uma ocorrência, com maior ou menor gravidade, é desencadeado de imediato um processo de investigação e análise, tendo como único propósito identificar as causas, analisar e disseminar as lições obtidas, para que situações iguais ou semelhantes não se repitam.

É aqui que o intercâmbio de informação ao nível internacional e as ações de formação profissional se revelam de importância única. A troca de experiências é essencial ao conhecimento. Só desta forma se consegue motivar pessoas para um desempenho cada vez melhor, aliviando a tensão associada ao exercício desta atividade.

A NAV Portugal edita também periodicamente um boletim interno de prevenção e segurança, com base nestas experiências. 

d) Gerir a Segurança

Para gerir a Segurança, é necessário estabelecer as condições para que o Programa de Segurança possa acontecer. Sabemos sempre:

. Implementar e verificar políticas de Segurança;

. Definir, promover, manter e avaliar regularmente o Programa de Segurança;

. Motivar e consciencializar internamente para uma Gestão Permanente da Segurança;

. Estabelecer ligações constantes com outras organizações e departamentos de segurança, nacionais e internacionais. 

7. Prémios a nível da segurança

A NAV Portugal orgulha-se de ter sido distinguida com o Prémio Europeu de Boas Práticas, atribuído pela Agência Europeia de Segurança e Saúde no Trabalho.

Entre as 20 empresas Europeias que foram premiadas pelas suas abordagens inovadoras em matéria de prevenção de riscos psicossociais e stress no local de trabalho, a NAV Portugal foi galardoada com um prémio que a distingue pelo programa CISM - Critical Incident Stress Management.

O trabalho foi preparado no âmbito da DSEGOP - Direção de Segurança Operacional, e especificamente SEGNA - Segurança e Aperfeiçoamento Operacional.

Já em 2007, no âmbito da 5ª Edição do Prémio de Boas Práticas no Sector Público promovido pela Deloitte, em parceria com o Diário Económico, e com a colaboração do INA – Instituto Nacional de Administração, FLAD – Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento e da SIC Notícias, a NAV Portugal, E.P.E. recebeu a Menção Honrosa na Categoria Capital Humano pelo programa CISM – Critical Incident Stress Management.